A especialidade eram as ceras pastosas para dar brilho a pisos e, por mais de vinte anos, esse era o carro forte. Hoje, porém, a marca mineira Ingleza já tem produtos de limpeza de 11 tipos diferentes, entre limpadores, desengordurantes, desinfetantes, etc. E tem um dedicado Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, responsável por inovações que mudaram a cara da fabricante de ceras nascida em 1960.A empresa foi a primeira a produzir no Brasil limpadores que usam nanotecnologia, baseado em uma técnica parecida com o que existe no mercado de cosméticos. “Queríamos algo que funcionasse como um repelente de sujeira”, conta Cristiane Araújo, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento: “A ideia de início parecia absurda, mas foi assim que passamos a pesquisar como empresas no exterior estavam usando nanopartículas”.
Concentrar agentes químicos em cápsulas invisíveis ao olho nu é uma técnica já comprovada para aumentar a eficiência de cremes e é a responsável pela existência de protetores solares fator 100. A Ingleza aplicou a mesma ideia nos limpadores multiuso da linha UAU e criou produtos que, além de limpar, buscam evitar a aderência de gordura nas superfícies da cozinha por mais tempo.
A receita da inovação
Cristiane conta que o processo de lançamento de um novo produto é longo. No caso do limpador com nanotecnologia, passou cerca de um ano entre a primeira ideia e o dia em que o produto foi para o mercado. Outros lançamentos exigiram pelo menos quatro anos de pesquisa.As ideias, revela, surgem com pesquisas de mercado. “Contratamos antropólogos para visitar donas de casa e anotar seus desejos”. A proposta ousada do “repelente de gordura” nasceu assim. Outro caso curioso foi quando a empresa decidiu lançar um limpador específico para ser usado em boxes de banheiro, em 2001. “Não fazíamos ideia, mas descobrimos que a maioria das donas de casa acha que o box do banheiro é a coisa mais difícil de limpar no mundo”.Em 2011, a Ingleza venceu pela segunda vez a premiação Produto do Ano nas categorias de limpeza. O prêmio é resultado de uma pesquisa com consumidores sobre quais os lançamentos mais inovadores do ano anterior.
Mudança histórica
A reviravolta da produtora de ceras começou quando foi lançada a primeira cera líquida, no fim dos anos 80. A ideia era diminuir a força necessária para a aplicação. Mais tarde, em 1997, conquistou a liderança no segmento de ceras para assoalhos, após lançar um produto que dispensava o uso das antiquadas enceradeiras.Há 16 anos na empresa, Cristiane destaca que a partir daí se consolidou a cultura de inovação na marca. Em 2006, foi inaugurado o Centro de P&D, dedicado exclusivamente a pesquisas para o lançamento de produtos inovadores. Entre as exigências recentes, está a incorporação de ideias que reduzam o impacto dos produtos no meio ambiente. Em 2009, foi lançada uma linha de produtos com apelo ecológico. As matérias primas são biodegradáveis e as embalagens, recicladas. “Agora nós estamos levando essa cultura verde para dentro da empresa, estamos querendo que isso esteja em todos os nossos produtos e nas nossas práticas internas”, conclui Cristiane.
A empresa foi a primeira a produzir no Brasil limpadores que usam nanotecnologia, baseado em uma técnica parecida com o que existe no mercado de cosméticos. “Queríamos algo que funcionasse como um repelente de sujeira”, conta Cristiane Araújo, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento. “A ideia de início parecia absurda, mas foi assim que passamos a pesquisar como empresas no exterior estavam usando nanopartículas”.
Concentrar agentes químicos em cápsulas invisíveis ao olho nu é uma técnica já comprovada para aumentar a eficiência de cremes e é a responsável pela existência de protetores solares fator 100. A Ingleza aplicou a mesma ideia nos limpadores multiuso da linha UAU e criou produtos que, além de limpar, buscam evitar a aderência de gordura nas superfícies da cozinha por mais tempo.
A receita da inovação
Cristiane conta que o processo de lançamento de um novo produto é longo. No caso do limpador com nanotecnologia, passou cerca de um ano entre a primeira ideia e o dia em que o produto foi para o mercado. Outros lançamentos exigiram pelo menos quatro anos de pesquisa.
As ideias, revela, surgem com pesquisas de mercado. “Contratamos antropólogos para visitar donas de casa e anotar seus desejos”. A proposta ousada do “repelente de gordura” nasceu assim. Outro caso curioso foi quando a empresa decidiu lançar um limpador específico para ser usado em boxes de banheiro, em 2001. “Não fazíamos ideia, mas descobrimos que a maioria das donas de casa acha que o box do banheiro é a coisa mais difícil de limpar no mundo”.
Em 2011, a Ingleza venceu pela segunda vez a premiação Produto do Ano nas categorias de limpeza. O prêmio é resultado de uma pesquisa com consumidores sobre quais os lançamentos mais inovadores do ano anterior.
Mudança histórica
A reviravolta da produtora de ceras começou quando foi lançada a primeira cera líquida, no fim dos anos 80. A ideia era diminuir a força necessária para a aplicação. Mais tarde, em 1997, conquistou a liderança no segmento de ceras para assoalhos, após lançar um produto que dispensava o uso das antiquadas enceradeiras.
Há 16 anos na empresa, Cristiane destaca que a partir daí se consolidou a cultura de inovação na marca. Em 2006, foi inaugurado o Centro de P&D, dedicado exclusivamente a pesquisas para o lançamento de produtos inovadores.
Entre as exigências recentes, está a incorporação de ideias que reduzam o impacto dos produtos no meio ambiente. Em 2009, foi lançada uma linha de produtos com apelo ecológico. As matérias primas são biodegradáveis e as embalagens, recicladas. “Agora nós estamos levando essa cultura verde para dentro da empresa, estamos querendo que isso esteja em todos os nossos produtos e nas nossas práticas internas”, conclui Cristiane





