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COP-15 debate o substituto para o Protocolo de Kyoto

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3 de Dezembro de 2009

Redação UrbanPost
de São Paulo

Em 2012, vence a validade do Protocolo de Kyoto – último documento com estabelecimento de metas para reduções de poluentes. Para discutir um novo tratado a respeito das questões climáticas, os atuais líderes mundiais se reunirão a partir do próximo dia 7, em Copenhague na COP-15 (a 15ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, da ONU).

Equacionar um acordo coletivo entre países com diferenças em planos de desenvolvimentos é um dos principais embates. Porém, esse não é o único e recente impasse para uma resolução a respeito das reduções de emissões.

Conheça os principais fatos e debates que ocorreram a respeito das mudanças climáticas até o Protocolo de Kyoto.

1929 – É descoberto o clorofluocarbono (CFC – gás composto por cloro, flúor e carbono), que passou a ser uso no lugar da amônia como gás de refrigeração. A princípio, ele não deveria reagir com outras substâncias e por isso passou a ser usado amplamente em sprays, aerossóis e na fabricação de plásticos. Anos mais tarde (por volta de 1976), os cientistas descobririam o tamanho dos danos que cada molécula da substância ao ser quebrada pela radiação ultravioleta provocava na camada atmosférica.

1968 – O Clube de Roma reuniu 30 estudiosos da questão ambiental na Europa para discutir sobre conservação da biosfera e pesquisas ecológicas – os países já viviam a dicotomia entre desenvolvidos e subdesenvolvidos.

1971 – O Painel de Founex, na Suíça, contou com a participação de peritos em desenvolvimento e meio ambiente. O conceito de desenvolvimento sustentável já era discutido, porém, aqui, os países pobres continuavam com os ritmos de aceleração de seus próprios desenvolvimentos.

1972 – A Conferência de Estocolmo ainda estava ligada às preocupações com a natureza. Como preservação de espécies e patrimônios culturais e naturais. Nesse período o Brasil vivia o milagre econômico e os assuntos ambientais não eram as prioridades em pauta.

1981 – A Estratégia Mundial para a Conversação (World Conservation Strategy) lançava o conceito de ecodesenvolvimento em reunião entre a União para a Conversação de Natureza (IUCN) e o Fundo Mundial para Vida Selvagem (WWF) com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Nesta época, apesar de se falar muito em preservação de diversidade biológica e utilização racional dos recursos naturais. Surge o conceito de desenvolvimento sustentado.

1982 – Comemorou-se os 10 anos da Conferência de Estocolmo. Na reunião em Nairobi, no Quênia, o PNUMA propôs a criação de uma Comissão Mundial Independente sobre Meio Ambiente. Os países desenvolvidos não aceitaram pelo fato de a comissão pretender estudar além das questões ambientais, os problemas de desenvolvimento.

1983 – Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a Resolução 38-161, que criava a Comissão Mundial Independente sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Entre outros aspectos, analisou os problemas inerentes da má distribuição entre países pobres e ricos relacionados ao crescimento populacional, a grave crise urbana e a pobreza e o consumo de recursos desproporcional.

1987 – O Relatório de Brundtland foi apresentado às Nações Unidas, e apesar de reconhecer a necessidade de aprimoramento, começou a trabalhar com a participação democrática global em busca do desenvolvimento sustentável.

1988 – A 43ª Assembléia das Nações Unidas propôs uma nova conferência a ser marcada para 1992 sobre temas ambientais.

1989 – A 44ª Assembléia das Nações Unidas aprovou e convocou para junho de 1992 a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD).

1992 – O Rio de Janeiro sediou a CNUMAD que ficou também conhecida como Eco 92, com o objetivo de discutir as conclusões e propostas do Relatório Brundtland. Foi aprovado o documento Agenda 21 com um roteiro de medidas detalhadas a serem tomadas e discutidas constantemente entre governo e sociedade em prol do desenvolvimento sustentável.

Ainda em 1992, um grupo de cientistas lançou o relatório “Além dos Limites” que retratava a então, atual situação do planeta. Como os recursos naturais foram utilizados mais rápidos do que poderiam ser restaurados e a biosfera absorvera a liberação de resíduos e poluentes além da sua capacidade.

1998 – Discutido e negociado na cidade de Kyoto, no Japão, em dezembro de 1997, o Protocolo de Kyoto é ratificado em março. O documento traz informações e objetivos para que os países industrializados reduzissem em pelo menos 5% a emissão de gases provocadores do efeito estufa. A meta deve levar em consideração o nível de emissões em 1990, até o período entre 2008 e 2012.

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