Foto: Gilberto Silva
Organizadoras do evento Mônica Kornfeld e Gabriela Saldanha
Cleber Arruda
Redação UrbanPost, de São Paulo
Artigos cheios de personalidade feitos com sementes nativas e com preocupações socioambientais são as novidades desta edição do Misturinha – a loja itinerante que acontece a cada dois meses trazendo um mix de marcas conhecidas e novos artistas.
» Veja algumas das peças do “comércio responsável”
A loja efêmera está na sua 12ª edição e traz novidades para quem gosta de moda e design, com peças, algumas inéditas, de marcas preocupadas com sustentabilidade misturadas a todas as outras.
A ideia, segundo Gabriela Saldanha, é dar cada vez mais espaço para essa tendência, com novas peças do “comércio responsável” (como ela classifica), mas de forma bem interessante aos consumidores. “Aqui não separamos estes produtos, está tudo misturado por cor, tendência, estilo aos outros produtos para que possam competir de igual para igual, pois o que importa é a qualidade e não somente os conceitos.”
Gabriela diz que houve uma pesquisa criteriosa para a escolha das marcas, pois ela quis trazer peças bacanas para um público crescente interessado com as questões que envolvam responsabilidade socioambiental e ainda não conhecem muito sobre os trabalhos existentes. “As pessoas tem um pouco de preconceito com o material. Do que é feito e tem cara de muito artesanal, por isso fomos pesquisar o que estava sendo feito fora para fazer algo parecido”.
Uma destas marcas, a Be Simple, coloca à venda no Misturinha colares produzidos por sementes ornamentais brasileiras. A dona da marca Márcia Martins Miguel percebe a diferença da consciência do mercado brasileiro ao de fora. “Na Europa você não precisa explicar o produto, as pessoas já dão valor e sabem distinguir o que é autêntico. Aqui ainda se compra mais o que é superficial”, observa.
Márcia conta que começou a produção dos colares há sete anos atrás por hobby e o sucesso das demandas iniciais deram incentivo ao projeto. As sementes de suas peças são coletadas de uma área demarcada e preservada no Norte do Mato Grosso, onde são trabalhadas por artesãos de comunidades próximas ao sítio.
Os colares se adequaram muito bem à proposta do evento. “A ideia é criar uma estética urbana, brasileira de bom gosto; em que a pessoa que não sabe o que é uma semente se interesse pela beleza da peça e aí ao descobrir a história por trás do produto, achar mais bacana ainda. É não ficar ‘ecochato’; mas sim ‘ecochique!’”, diz Márcia.
O evento já existe há dois anos e acontecem sempre em casarões para alugar pela cidade de São Paulo. A cada edição participam 66 marcas, sendo que, as produtoras procuram sempre criar um rodízio para que metade sejam trabalhos inéditos no mercado. As marcas com a proposta de atender ao mercado sustentável estão com etiquetas identificadas por “Misturinha R”.
Na programação acontece ainda a intervenção da artista plástica Catarina Gushiken em um armário que ao final será leiloado. Gabriela já estuda a ideia da reversão de parte do valor à alguma instituição ligada às questões socioambientais.
SERVIÇO
Local: Rua França, 117
De 17 a 26 de setembro
Horário: das 12h às 20h
Entrada Gratuita





