Cleber Arruda
Redação UrbanPost, de São Paulo
O engenheiro civil Guilherme Conte Pedreira é mais uma das vítimas de fraude bancária na internet. Cerca de seis meses atrás, ele acessou o site da sua conta bancária armazenado na pasta de favoritos do computador. Era quase meia noite e precisava fazer um pagamento ainda aquele dia.
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Guilherme nem se preocupou com os códigos “estranhos” que apareciam no endereço do site. A interface que surgiu pedia e ensinava passo a passo que ele recadastrasse suas senhas novamente. Guilherme fez tudo “direitinho”. “Não me considero desinformado, mas naquela hora nem percebi se tratar de uma fraude”, diz.
O susto só veio no próximo acesso, na manhã do dia seguinte. O saldo positivo de cem reais caiu vertiginosamente para menos cinco mil reais, com direito a empréstimos e outras operações realizadas em sua conta.
Assustado, ele ligou para o banco. Um dia depois, recebeu a restituição sem burocracias. Ao procurar a delegacia para fazer um boletim de ocorrência, foi instruído a deixar a situação como estava, pois, segundo foi informado, com a abertura da ocorrência poderia criar provas contra ele próprio, já que ele mesmo não percebeu o endereço virtual onde deixava suas senhas.
O engenheiro, morador da cidade de Bauru (São Paulo), utiliza a internet para quase todas as tarefas eletrônicas possíveis. Depois do ocorrido, tratou de instalar diversos programas de antivírus e agora jura está mais esperto com o mundo virtual, principalmente, na hora dos pagamentos.





